Últimos comentários

muito loko cra esse blog ta ...

01/02/2009 @ 04:52:42
por Tv digao


cra q loucura teu blog ta ...

01/02/2009 @ 04:49:47
por Tv digao


cra sem palavrasas a emoção tomou ...

01/02/2009 @ 04:47:24
por Tv digao


cra ta foda fike com deus ...

01/02/2009 @ 04:45:44
por Rodrigo


nossa cra pelo jeito vai ser ...

01/02/2009 @ 04:43:59
por Rodrigo


Calendário

Dezembro 2008
DomSegTerQuaQuiSexSab
 << <Set 2010> >>
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031   

Anúncio

Quem está conectado?

Membro: 0
Visitante: 1

rss Sindicação

Visualização dos artigos postados: Dezembro 2008

fim da nossa aventura

Uma resposta simples à pergunta "porque nós jogamos e assistimos ao futebol?" é que ele é divertido. Desmond Morris sugere que o futebol substitui a diversão da caça em grupo que era parte importante da vida humana no passado. Ele escreve: “Observado desta forma, o jogo de futebol se torna uma caçada recíproca. Cada time de jogadores, ou “grupo de caçadores”, tenta marcar um gol mirando a bola, ou “arma”, contra um gol ou “presa”... A essência do padrão de caça ancestral é que esta envolvia muito exercício físico, combinando risco e excitação. Ela envolvia uma seqüência longa que se intensificava, misturava estratégia e planejamento com habilidade e audácia, e culminava no clímax do triunfo. Esta descrição se encaixa bem nas atividades de um jogador de futebol, mas é completamente distinta do estilo de vida de um trabalhador numa fábrica ou de um empregado num escritório.”[1]

        Outros arriscaram o palpite de que a primeira bola era a cabeça de um inimigo morto no campo de batalha, e há a sugestão religiosa e pouco provável no tratado de 12 volumes O Livro do Futebol, publicado em 1905, de que o jogo começou no Jardim do Éden, com Caim e Abel chutando a maçã pra lá e pra cá em 5000 a.C.[2] Mas uma noção que não pode ser deixada de lado é a de que o futebol se desenvolveu a partir de rituais religiosos pagãos. Esta evidência não está confinada à Grã-Bretanha (que é o foco do presente artigo, simplesmente pela maior quantidade de informação disponível), mas tem uma natureza universal que sugere origens muito antigas na história humana. Por exemplo, na China de 500 a.C., as pessoas jogavam um tipo de futebol chamado "tsu chu".[3] Seiscentos anos após, o escritor chinês Li Yu (50-130 d.C.) escreveu este elogio ao jogo local, destinado a ser pendurado nas traves do gol:

“Uma bola redonda e um gol quadrado

Sugerem o formato do Yin e do Yang.

A bola é como a lua cheia

E os dois times se confrontam”.[4]

         Em outros lugares, os gregos antigos tinham o episkyros e os romanos o harpastum; ambos jogos de bola jogados com dois times.[5]

Um jogo de dois lados

        As primeiras peladas da Grã-Bretanha foram jogadas por imensas multidões em largas várzeas de rio e respeitando pouquíssimas regras. Vilarejos eram divididos em dois lados, geralmente de acordo com o lugar em que cada um vivia. Os jogos geralmente eram ligados a datas especiais e algumas dessas tradições sobreviveram até hoje. Por exemplo, no 1º de janeiro em Kirkwall, Orkney, o futebol de rua começa às 10:00 da manhã todos os anos. Há o jogo do Hocktide (primeiro domingo depois da páscoa) em Workington, Cumbria, e em julho há a “semana de Reivers” em Duns, Borders, onde o jogo de “ba” é entre os casados e os solteiros da cidade. Mas o maior dia do ano para o futebol tradicional na Grã-Bretanha é a terça-feira de carnaval (Shrove Tuesday). Por volta de 50 tradições locais deste tipo são conhecidas, embora apenas 6 ainda existam hoje em dia.[6]

        Uma delas acontece em Sedgefield, County Durham, onde à 1:00 da tarde, uma bola é passada por um pequeno anel, conhecido como o Anel do Touro, no campo da cidade. Ela então é atirada a uma multidão exaltada de até 1.000 jogadores. A várzea de 500 metros – um velho lago e um córrego – fica entre os dois gols, e o grande jogo se completa com seu próprio hino tradicional: 

“Quando as panquecas forem cheias,

Venha ao anel e você achará seu par,

Lá esta bola será lançada ao alto,

Que este jogo seja melhor que o outro”.

        Um outro jogo famoso acontece em Ashbourne, Derbyshire. Os “de cima”, nascidos de um lado do rio Henmore, enfrentam os “de baixo”, nascidos do outro lado. Os gols estão separados por 5 quilômetros, com vários córregos entre eles, o que torna difícil marcar um gol nos primeiros minutos da partida.

        Existem outras partidas em Atherstone, Warwickshire, em Alnwick, Northumberland, em Corfe Castle, Dorset, e em St. Columb, Cornwall. Embora estritamente falando, o último seja mais um jogo de arremesso do que exatamente futebol, vale a pena mencioná-lo por ter o ritual mais escancaradamente pagão. Uma bola de prata é mergulhada em barris de cerveja para fazer “cerveja de prata”, o que sugere fortemente uma cerimônia lunar... (A gente estava na lua, cara).

        Então por que o futebol ocorre na terça-feira de carnaval (Shrove Tuesday)? Hoje apenas uma desculpa para se empanturrar de panquecas, este era um importante festival de primavera pré-cristão, relacionado ao Equinócio (Páscoa) e o último dia de Carnaval (Mardi Gras). O elemento futebolístico certamente se encaixa no clima de anarquia da ocasião – no Oeste da Grã-Bretanha, a noite anterior era chamada de Noite de Nickanan, quando molecagens e vandalismo abundavam. Podemos chutar também que a forma da bola pode ser relacionada ao tema dos ovos e da fertilidade que estão por trás desses rituais de primavera.

        Janet e Colin Bord dizem que o futebol tradicional está ligado a negócios hippies esquisitos, como produção de energia: “Nós já sugerimos que muitos costumes envolvendo dança (por exemplo, dança de Morris, dança de maio, dança em volta de fogueiras) e pulos podem haver tido o objetivo de aumentar a energia e esta idéia pode ser extendida aos jogos turbulentos e arruaceiros que também são parte da tradição britânica”. Eles citam Mircea Eliade, em Padrões de Religião Comparada, dizendo: “A competição e as lutas que tomam lugar em tantos lugares na primavera ou na época da colheita com certeza vêm da noção primitiva de que competições, jogos violentos entre os sexos e coisas do gênero servem para misturar e aumentar as energias de todo o universo”. E os Bords adicionam: “Os costumes podem se tornar mais claros se nós os descrevermos como rituais mágicos que pretendem aumentar a energia, que é direcionada ao objetivo desejado, que geralmente é a reprodução da colheita, do gado, das pessoas e o bem-estar da terra. Quando esses rituais mágicos são realizados em lugares pré-históricos, estes próprios também fonte de energia, então os rituais estão adicionando às energias presentes no lugar e disponíveis para o uso”. Eles dizem que existem fortes ligações entre esses lugares antigos e especiais – os “campos sagrados” – e redes de energia: “Jeremy Harte já notou que o jogo de futebol da terça feira de carnaval em Alnwick acontece na rua principal, a A1068, que se alinha com uma igreja e uma abadia, enquanto que a igreja Eglingham, parte da estrada A351 no Castelo de Corfe, Dorset, onde outro futebol de terça feira de Carnaval é jogado, se alinha com o castelo e um cemitério”.[7]

Podemos dizer que em outro evento de terça-feira de carnaval sobrevivente, em Atherstone, a estrada principal também é parte importante do negócio.[8] Os leitores podem querer reviver a tradição na sua linha de energia local/estrada, e não esqueça de trazer alguns tripés. Lugares antigos ou não, o mesmo efeito energizador era evidente na versão do futebol que continuou a tradição nos vilarejos e cidades da idade média. Entre 1170 e 1183, William Fitz Stephen, biógrafo de Thomas A. Becket, escreveu em Londres: “Depois do jantar toda a juventude da cidade vai aos campos para o popular jogo de bola”. Ele disse que os anciãos iam assistir e “parece que um calor natural é remexido e volta à tona nesses velhos, ao ver tanta atividade e por participar das alegrias da juventude sem entraves”.[9]

        Mas energia não era necessariamente uma coisa boa numa sociedade onde passividade, conformidade e obediência à autoridade se tornavam mais e mais exigidas, ao longo do processo de urbanização. Escreve James Walwin, um historiador do futebol: “Longe de se importar com os ferimentos dos jogadores, os observadores medievais estavam mais preocupados pela agitação social causada pelo futebol. O jogo era apenas uma competição mal definida entre multidões indeterminadas de jovens, freqüentemente jogada de uma maneira tumultuosa, em estreitas ruas da cidade, produzindo algazarra e danos à propriedade... Era, em suma, um jogo que de vez em quando chegava perigosamente perto de testar os limites do controle social dos governos locais e nacionais”.[10]

29 Dez 2008
Admin · 100 vistos · 2 comentários

1, 2, 3, 4, 5  Próxima página